Domingo, 21 de Junho de 2009 | Versão Impressa
Maioria das unidades da USP ignora atos e greve
Em 20 unidades, rotina não mudou; paralisação começou em 5 de maio
Renata Cafardo e Simone Iwasso
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Na última terça-feira, enquanto o crítico literário Antonio Candido pedia "atuem, exagerem, sejam justos e injustos" a centenas de estudantes na Faculdade de Geografia da Universidade de São Paulo, a biblioteca da Medicina também tinha lotação quase esgotada. Era a semana que antecedia as provas finais do semestre. Livros grossos de anatomia, fisiologia, imunologia cobriam as mesas. "Por que mesmo a USP está em greve? Você sabe?", perguntou ao colega do lado o estudante do 4º ano de Medicina Marcelo Kohara, de 23 anos, ao ser abordado pela reportagem.
O outro falou em salário, educação a distância, "fora reitora", mas Marcelo estava mesmo preocupado com cirurgia de câncer de pulmão.
O Estado percorreu na semana passada as 20 principais unidades da USP da capital, dentro e fora da Cidade Universitária, e também o câmpus de Ribeirão Preto. Em praticamente todas, aulas eram dadas, professores preparavam provas, funcionários seguiam com suas funções.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090621/not_imp390552,0.php
domingo, 21 de junho de 2009
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